... Amo-te filho...: Amamentar

Amo-te filho...

Páginas soltas de uma mamã babada e o seu filhote... Amo-te Filho!!!

Lilypie 2nd Birthday Ticker

08 agosto 2006

Amamentar

Num momento em que se esta a especular tanto sobre amamentação, deixo-vos aqui a minha experiência.
Durante a minha gravidez li tudo e mais alguma coisa sobre gravidez, parto natural, como tratar de um recém nascido e amamentar…
Primeiro sonho a concretizar engravidar, esse felizmente foi muito fácil de concretizar e a gravidez corria “às mil maravilhas”.
Por falta de compatibilidades horárias não fiz preparação para o parto, mas li muito e sempre achei que esses conhecimentos me iriam ajudar. Estava convencida de que seria capaz, se outras mulheres o são, porque não eu?
Primeira grande desilusão, depois de sucessivas tentativas de indusão, uma cesariana de urgência.
Após cerca de 4 horas do meu bebe nascer, vi-o finalmente e puseram-no para mamar, se mamou 5 minutos foi muito e com muita dificuldade.
Como os bebés de cesariana, não passam a primeira noite com as mamãs, cerca de 2 horas depois vieram busca-lo e perguntaram-me se queria amamentar de noite, ou preferia descansar essa noite. Disse à enfermeira que queria amamentar, para me trazerem o meu filhote. Nessa noite não dormi absolutamente nada, a pensar no parto, no meu filhote que mal tinha visto e à espera que mo trouxessem novamente. Cerca das 4h da manhã como nunca mais vinham, toquei à campainha e perguntei se ele ainda não queria mamar. Desilusão… respondeu-me a enfermeira que ele tinha acordado a chorar e como era melhor eu descansar deram-lhe biberão!!!
Esperei até as 7h da manhã em que me trouxeram o Mauro para mamar, ele coitadinho não sabia como faze-lo e as primeiras mamadas eram muito curtas, mas ele não chorava de fome. Para ele pegar no bico, tínhamos que lhe deitar umas gotinhas de Aero 0m e quando acabavam ele largava o bico. Uma enfermeira ( daquelas ranhosas que há sempre em qualquer lugar) disse-me, “olhe se não quer dar de mamar, eu dou-lhe um biberão, com fome é que ele não fica” Caramba, tudo o que eu mais queria era amamentar. Estava sozinha no quarto, chorava sempre que era hora de mamar e ficava com medo que aqueles 10 minutinos não fossem suficientes. Pedi ao meu marido um frasquinho dessas milagrosas gotas e sozinhos, eu e o meu amor, íamos vencendo esta dificuldade. Dois dias depois e já com leite, o Mauro já mamava sem grandes dificuldades. Doze dias depois do parto, já tinha recuperado o peso perdido e aumentado algumas gramas. Até aos 3 meses correu tudo lindamente, mamava apenas peito, eu tinha muito leite e ele desenvolvia-se lindamente, sem nunca beber leite adaptado, só mesmo na noite do seu nascimento. Aos 3 meses o meu marido foi internado e esteve cerca de mês e meio internado. Para puder ir visita-lo e para não o levar para um hospital cheio de vírus, viroses e infecções, deixava-o depois de ele mamar na minha sogra e bebia um biberão de leite. Quando ia busca-lo voltava apenas a mamar. Fomos tendo essa rotina e o Mauro, percebeu que era mais fácil mamar do biberão. Aos 4 meses deixou de querer peito, insistia, voltei a por gotinhas e mesmo assim não queria, chorava e só se calava com o biberão. Chorei muito porque era outra grande desilusão para mim, sonhei tanto amamenta-lo e eram os momentos do meu dia que mais gostava. Depois de muito choro, muitos nervos e muitos pedidos ao meu filhote, tive que aceitar a realidade. Comecei a tirar leite com a bomba e congelava. Andamos assim até quase aos 5 meses,em que começou com a papa, mas quanto menos tirava menos leite tinha. Neste momento ainda tenho algum leite, não sequei. Na arca, tenho ainda algum congelado (pode ser conservado até 3 meses) que lhe vou começar a dar (pode não ser verdade, mas como nesta fase em que eles perdem as nossas defesas, penso que talvez aqueles biberões de leite materno que tenho para lhe dar, possam ser uma ajuda).
Sei que pode ser apenas utopia, não sequei o leite pois penso que ele poderá voltar a pegar, a querer os miminhos da mamã enquanto mama. Aprendi que um biberão de leite pode ser dado com o mesmo carinho que dar a maminha.
Foi uma decisão do meu filho que tive que aceitar.
Fiquei triste, mas não admito seja a quem for que me diga que não lutei, pois fiz tudo o que podia, e não sou menos mãe, nem pior mãe que outras que amamentam. Amo o meu filho, sou capaz de tudo por ele e isso é que importa…
Amo-te filho

6 Comments:

At 12:22 da manhã, Anonymous carla m. said...

Olha eu acho que nunca vou fazer drama por isso. Eu quero dar de mamar, mas senão poder, se não tiver leite, se ... eu na boa, e com certesa não vou gostar menos dela do que qualquer outra mãe que dê de mamar até aos 3 anos, entendes?
Faço de tudo pra dar mas senão der, paciencia...
Jinhos grandes

 
At 10:13 da tarde, Blogger Patrícia Santos said...

Olá!!

Obrigada por passares lá no sítio do Alex! :D

Parece-me que estás um pouquinho em baixo, não?
Olha... Quem quer que te tenha dito que não lutaste ou que serás menos boa mãe por não dares leite.
Acredita que o teu filhote será o que tiver de ser, sem que possamos fazer muito por isso.
Fazemos o que eles deixam que façamos, e ainda que não acredites muito nisso, eles sabem (dentro dos limites) aquilo que querem e precisam.
Não te preocupes linda. Vais ver que o teu Mauro vai ser um rapagão, forte e saudável e inteligente.
Beijocas

 
At 4:04 da tarde, Blogger Pensamentos Felizes said...

Olá
Quando li o teu post vi que temos experiências de maternidade semelhantes.
Beijinhos
Cris

 
At 5:53 da tarde, Blogger Tixa said...

Olá, muito obrigada pela tua visita, tb gostei do teu cantinho, já estive a ler os posts iniciais para vos conhecer melhor.
Qt à amamentação não stresses os bebés sentem o amor quer sejam amamentados pela maminha da mamã ou pelo biberõ o que interessa é o acto de amor, mas entendi o que disseste, quem sabe se um dia tb não irei sentir o mesmo?
Bjs grandes paera os 2

 
At 8:18 da tarde, Blogger Mamã said...

Obrigada a todas pelos miminhos!
É verdade que tive alguma dificuldade em lidar com esta situação. È obvio que não me sinto culpada, porque não deixei só porque não me apetecia mais, nem condeno quem o faz. Mas acho que o facto de me ter sintido frustada com a cesaria me levou a não aceitar este fim com muita naturalidade.
O meu filho é uma criança muito saudavel e muito feliz, e isso sim é que importa.

 
At 8:02 da manhã, Blogger Luísa said...

Mas porque raio haverias de ser pior mãe do que as que amamentam?
Isso não existe. Mãe é mãe, amamentando ou não.
Depois de ler o teu relato de amamentação fiquei triste foi com o que te aconteceu, estiveste sózinha nessa luta... Devem ter sido tempos dolorosos, para ti.

Como ainda tens um pouco de leite e até gostarias de voltar a ter mais porque não contactas com o SOS amamentação ou com a Liga La Leche? (tens os contactos no meu blog) Pode ser que te ajudem a encontrares uma solução para o teu caso.

Com leite ou sem leite, tu és a melhor mãe do mundo para o teu filho.
beijos grandes, daquela que só tem "tralha" na mala ;)

 

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